SOBRE NA

Um ponto de Informação

Antes de 1996, nossos esforços de I.P. consistiam-se principalmente, nossa freqüência em aproximadamente quatro eventos internacional anota de grande porte. Com o desenvolvimento de nossa declaração de propósito de relações públicas (vide pág. 26 de T.W.G.S.S.), nós procuramos aumentar a consciência pública da existência de NA. Um dos caminhos que queríamos examinar mais atentamente era o dos programas correcionais. Por causa deste foco direcionado novamente, nosso relacionamento com o sistema correcional duplicaram -se durante o ano passado.

Você sabia que:

  •  O 1º Tribunal de Drogas foi criado em Miami em 1984.
  •  Os dados estatísticos de 1999 da Associação Nacional dos Profissionais dos Tribunais de Drogas ( A. P. T. D. ) constatam a existência de 345 tribunais de drogas ativos, com mais 204 que estão planejados.
  •  Tribunais de drogas existem tanto para ofensores adolescentes como para ofensores adultos.
  •  O impacto dos tribunais de drogas em nossa irmandade tem o potencial de ser maior que o impacto que os centros de tratamento tinham nos anos 80.
Tribunais de Drogas -Uma história de sucesso de informação ao público.

Há tempo, os serviços mundiais de NA focaliza seus esforços de Informação ao Público em organizações nacionais e internacionais, embora tenha sido inconsistente o progresso. Uma queda financeira maior, nos meados dos anos oitenta, nos levou a fechar um escritório, que estabelecemos principalmente para os propósitos de IP, em Cliffside Park, New Jersy, situado no Rio Hudson, justamente em frente à Manhattan, onde muitas agências das políticas de drogas tem suas sedes. Também, durante os anos oitenta e noventa, muito do trabalho de IP, ao Nível mundial, tratava de explorar as maneiras que esforços específicos de IP poderiam  ser realizados dentro dos limites de nossa 11ª Tradição, e com o desenvolvimento de material de serviço que ajudaria comitês locais de IP.

Em retrospectiva, podemos perceber que foi importante para nós, ter aquelas discussões filosóficas, porque logo em seguida tivemos que enfrentar situações que nos exigiam interação com jornalistas de redes de comunicação, a Organização da Nações Unidas, governos nacionais e oficiais correcionais pelo mundo inteiro. Um entendimento claro e profundo nos capacitou a responder prontamente e com confiança, nestas oportunidades inesperadas.

Ao mesmo tempo, alguns de nossos esforços mais eficazes - aqueles que são realizados pelo membro comum, através de um encontro por acaso com alguém que tenha um encargo que o possibilita á encontrar muitos adictos na ativa – estavam fazendo progresso na comunidade médica, o sistema judicial, o sistema educacional, e assim em diante . Embora nunca fosse possível fazer uma previsão dos resultados de alguns desses “encontros por acaso”, agora, porque estão no passado, nós podemos observá-los. Uma  das nossas “Histórias de resultados” prediletas chegou a nós através da nossa presença, em 1995, no Fórum sobre voluntários no Departamento Federal de Prisões, do Departamento de Justiça dos E.U.A.. Nosso representante no evento, que era anteriormente um membro do quadro de custódios dos serviços mundiais, foi abordado pela Procuradora Geral dos E.U.A.., Janet Reno, que o contou sobre um encontro que ganhou dela seu respeito por NA.: Antes de tornar-se a Procuradora Geral, ela tinha sido uma Procuradora   Estadual. Um dia, ela foi visitada por um homem que ela mandara à cadeia, onde ele ouviu a mensagem de Narcóticos Anônimos, e subseqüentemente, encontrou a recuperação.

Embora o homem, anônimo nesta história, não fosse sentenciado a freqüentar reuniões de NA, enquanto ele estava na prisão ou como condição de sua liberdade condicional, há décadas juizes individuais ao nível estadual e federal incluem a freqüência obrigatória em reuniões de 12 passos e/ ou tratamento residencial de drogas. Na maioria dos lugares, há muito tempo adictos que vem a NA devido a “uma cutucada do Juiz” tem sido uma parte normal na paisagem da reunião. A maioria traz “cartões do tribunal”  (comprovante) que  tem  campos  para  a data,  o nome do grupo, e/ou  local, e as letras iniciais ( rubrica ) do líder ou secretário. Eventualmente, um juiz entendia mal o que  era NA, e pedia que um grupo ou membro individual fizesse mais que isto, e  talvez monitorar e relatar sobre o progresso da recuperação de alguém. Na maioria dos casos, uma apresentação de I.P., ou até mesmo uma explicação lógica ao juiz endireita tudo. Infelizmente, já existiram alguns casos quando um membro não conseguia diferenciar entre cooperação, afiliação, e aquilo que significa NA expressar uma opinião sobre uma questão alheia; e desta forma tal membro agiu em maneiras que danificou a reputação de NA nas comunidades judiciais, correcionais e de tratamento. Fortunadamente, estes acontecimentos tem sido raros, e são compensados pelo exemplo poderoso de centenas de milhares de adictos que pararam de usar e mantém-se limpos, muitos destes vindo a sua primeira reunião porque o juiz insistia.

O termo “ tribunais de drogas ”, descreve o que é nos EUA¹,  um casamento entre o sistema judiciário, o sistema correcional e tratamento de drogas. As pessoas condenadas por um delito relacionado a drogas são encaminhadas ao tribunal de drogas para receber as suas sentenças, as quais serão alguma combinação de detenção, tratamento de drogas em regime fechado ou aberto, e freqüência obrigatória em reuniões de 12 passos².

Os tribunais de drogas estão multiplicando-se rapidamente nos EUA, como também estão acontecendo procedimentos parecidos em muitos outros lugares- Europa, América do Sul, Oriente Médio, África, e na Zona Ásia-Pacífico. Nos esperamos que o impacto na irmandade seja enorme. Nosso desafio é  preparar os nossos grupos á manejar um possível fluxo de recém-chegados que possam ter uma grande variedade de necessidades específicas.  As questões práticas são relativamente bem definidas. Será que nós temos membros suficientes com uma recuperação sólida e que estão dispostos a servir como padrinhos? Nossos grupos tem meios de assegurar que os recém-chegados serão bem recebidos, e serão apresentados aos membros experientes, ou é que isso acontece por acaso? Nossas áreas têm reuniões suficientes com formatos apropriados para recém-chegados? Nossas mesas de literatura estão abastecidas com Guias Introdutórios e IP´s relevantes? Há variedade suficiente de reuniões em nossa área para acomodar as necessidades dos diversos tipos de recém-chegados³?

Embora as questões filosóficas não sejam tão bem definidas, estas são, pelo menos, igualmente importantes a serem tratadas. Nossos membros tem o entendimento que nossas tradições existem para que nós as seguirmos? NA como um todo não tem opinião sobre os tribunais de drogas, mas os tribunais de drogas são livres a ter uma opinião sobre NA. Não há nada que nos proíbe de cultivar boas relações com os mesmos nestas maneiras: receber bem os recém-chegados que eles nos encaminhem, assinar ou carimbar seus cartões de tribunal, pedir que os  nossos membros do sub comitê de IP reunirem-se com os profissionais dos tribunais de drogas, e fornecer a estes profissionais material que explica nosso programa a não membro.

Nós não precisamos nos preocupar com o motivo pelo qual a justiça encaminhe os adictos a NA. Nós nem precisamos nos preocupar com os motivos dos adictos quando eles vierem às nossas reuniões. Como diz tão claramente em “ Funciona – como e porque”  “ O grupo não é o juiz  desse desejo.” Muitos de nós viemos pela primeira vez a NA para agradar uma outra pessoa- um familiar, nosso empregador, a justiça – mas acabamos ficando por nos mesmos. Como uma irmandade,  nosso propósito é levar a mensagem, não decidir quem deveria ouvi-la.

Por nossa parte, como o quadro mundial, nós pretendemos continuar a freqüentar as conferencias anuais de A.N.P.T.D. nos EUA e procurar contatos com outras organizações nacionais e internacionais. Nos esperamos que outras necessidades virão a surgir ao nível de grupo na medida que os tribunais de drogas tiverem um impacto em nossa irmandade, e estamos contando com a irmandade para que possamos saber quais são os tipos de apoio que vocês precisam de nos , para que possamos ajudar vocês a suprir essas necessidades.


"A oposição de grupo aos tribunais de drogas viola nossa décima tradição tanto quanto oferecer um endosso público a violaria."

 

Notas ao Pé de Página.

(Traduzido do relatório anual de NAWS janeiro1 – junho 30, 1999.)

1 – há situações paralelas em outros países, embora existam diferenças que podem surpreendentes aos adictos no EUA. Por exemplo, adictos “em detenção” em alguns países possam ser dadas à liberdade temporária para assistir uma convenção de NA.

2 – A maioria das sentenças não determina especificamente qual é o programa de 12 passos a ser utilizado, e na verdade, este detalhe é muitas vezes deixado a discrição da entidade encarregada do tratamento de drogas.

3 – Por exemplo, uma grande percentagem dos tribunais de drogas existente é para ofensores juvenis. Se todas nossas reuniões forem realizadas a noite, só terminarem um pouco antes ou mesmo após o “toque de recolher” local, adictos menores de idade não poderão freqüentá-las.