Até
hoje, não foi feita nenhuma pesquisa ampla sobre a
participação em Narcóticos Anônimos,
especialmente devido ao cuidado de NA em proteger o anonimato
dos membros. Porém, é possível oferecer
algumas informações gerais e informais sobre
a natureza da participação e sobre a eficácia
do programa, informações que acreditamos serem
razoavelmente precisas.
Dos 5000 membros de NA que responderam a uma pesquisa informal
feita em 1989, 64% eram homens e 36% eram mulheres. Entre
estes mesmos 5.000 membros, 11% tinham menos de 20 anos de
idade, 37% tinham entre 20 e 30, 48% tinham entre 30 e 45,
e 4% tinham mais de 45.
O perfil sócio-econômico representado pelos membros
de NA varia de país para país. A maioria dos
movimentos nacionais são fundados por membros de uma
classe social ou econômica em particular, mas quando,
em cada país, a penetração em todas as
faixas da população de adictos a drogas se torna
mais efetiva, a participação em NA se torna
uma representação mais ampla de todos os perfis
sócio-econômicos.
Todos os perfis religiosos estão representados entre
os membros de NA. Em cada país, os membros refletem
a diversidade ou hegemonia da cultura local.
Devido ao fato de não haver registros de comparecimento,
é impossível até estimar o percentual
daqueles que vem para Narcóticos Anônimos e atingem
um longo tempo de abstinência. O único indicador
claro do sucesso do programa é o crescimento rápido
do número de reuniões de NA registradas em décadas
recentes e o rápido avanço de Narcóticos
Anônimos fora da América do Norte. Em 1978, existiam
menos de 200 grupos registrados, em três países.
Em 1983, mais de uma dúzia de países tinham
um total de 2966 reuniões. Em 1994, tínhamos
conhecimento de 1982 reuniões semanais em grupos de
NA em 77 países.